Sabrina, que excelente saber que está trabalhando no conceito de soberania ecológica! Como alguém da área do Direito Internacional, eu sempre me incomodo demais com os significados clássicos de soberania e vivo tentando incoporar outras perspectivas (popular, alimentar etc.) no conceito. Ansiosa para poder incluir a soberania ecológica daqui pra frente. Obrigada pelas suas sempre inspiradoras contribuições para o modo de pensar soluções pra esse mundo complicado em que vivemos <3
Obrigada pelo feedback, Giovanna. Comecei a trabalhar com isso por incômodo similar. Acho que os dois primeiros textos acadêmicos mais fundamentados sobre o conceito saem ainda neste trimestre!
Exatamente! E essa lógica impera em todos os casos de concessões de bens críticos. Água, terras raras e por aí vai. É uma ideia de democracia participativa muito estreita, limitada. No final, não existe margem alguma pra decidirmos o tipo de sociedade que queremos. São decisões que vão condenar/destruir as futuras gerações e ninguém está autorizado a opinar.
Ótimo! Muitas passagens para destacar. Mas essa aqui conecta com algo que venho falando e escrevendo: "Ecological sovereignty will require that we impose some big “No's” on what can be exploited"
O pragmatismo tomou conta do "fazer política". Tudo é calculo - político, de lucro/prejuízo. Ninguém mais é capaz de falar "não". Não existem mais limites. O pragmatismo virou a carta coringa, o super trunfo.
Como bem colocado no texto, é a lógica do discurso: "se não explorarmos o petróleo alguém o fará".
É pragmatismo com derrotismo.
Por fim, fico tentando imaginar o sentimento dos povos da Amazônia: no dia da posse, subindo a rampa. No dia seguinte, descendo a ladeira junto com as brocas à procura de petróleo. E depois se perguntam sobre a razão dos sentimentos de ressentimento e ódio que dominam nossas sociedades
É muito relevante inclusive no contexto atual da concessão de hidrovias. O governo fala de fazer consulta prévia APÓS autorizar concessões. Demonstra como a tal soberania nacional sempre se impõe à soberania ecológica, até mesmo nos processos de consulta. É sobre coletar opiniões e fazer ajustes, mas sem permitir direito de veto dos povos afetados.
Sabrina, que excelente saber que está trabalhando no conceito de soberania ecológica! Como alguém da área do Direito Internacional, eu sempre me incomodo demais com os significados clássicos de soberania e vivo tentando incoporar outras perspectivas (popular, alimentar etc.) no conceito. Ansiosa para poder incluir a soberania ecológica daqui pra frente. Obrigada pelas suas sempre inspiradoras contribuições para o modo de pensar soluções pra esse mundo complicado em que vivemos <3
Obrigada pelo feedback, Giovanna. Comecei a trabalhar com isso por incômodo similar. Acho que os dois primeiros textos acadêmicos mais fundamentados sobre o conceito saem ainda neste trimestre!
Exatamente! E essa lógica impera em todos os casos de concessões de bens críticos. Água, terras raras e por aí vai. É uma ideia de democracia participativa muito estreita, limitada. No final, não existe margem alguma pra decidirmos o tipo de sociedade que queremos. São decisões que vão condenar/destruir as futuras gerações e ninguém está autorizado a opinar.
Lamentável
Ótimo! Muitas passagens para destacar. Mas essa aqui conecta com algo que venho falando e escrevendo: "Ecological sovereignty will require that we impose some big “No's” on what can be exploited"
O pragmatismo tomou conta do "fazer política". Tudo é calculo - político, de lucro/prejuízo. Ninguém mais é capaz de falar "não". Não existem mais limites. O pragmatismo virou a carta coringa, o super trunfo.
Como bem colocado no texto, é a lógica do discurso: "se não explorarmos o petróleo alguém o fará".
É pragmatismo com derrotismo.
Por fim, fico tentando imaginar o sentimento dos povos da Amazônia: no dia da posse, subindo a rampa. No dia seguinte, descendo a ladeira junto com as brocas à procura de petróleo. E depois se perguntam sobre a razão dos sentimentos de ressentimento e ódio que dominam nossas sociedades
É muito relevante inclusive no contexto atual da concessão de hidrovias. O governo fala de fazer consulta prévia APÓS autorizar concessões. Demonstra como a tal soberania nacional sempre se impõe à soberania ecológica, até mesmo nos processos de consulta. É sobre coletar opiniões e fazer ajustes, mas sem permitir direito de veto dos povos afetados.