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Avatar de Nicole A

deve ser realmente exaustivo repetir o mesmo discurso, depois de tanta pesquisa e tanta militância, só pra vir um bando de homem branco da extrema direita destruir tudo com o discurso da pós política. essas armadilhas de descrédito das pautas de esquerda estão cada vez mais perigosas, e a despolitização atual do povo só endossa isso. o burnout é muito bem justificado nesses casos. admiro sua persistência, Sabrina, de continuar lutando mesmo quando tudo perde o sentido. havemos de vencer um dia.

Avatar de Leandro Porto Marques

Sabrina acho que nunca me senti tão representado em um post na internet. Por me localizar também no meio das ciências ambientais, em especial me localizar cada vez mais na ecologia política de tradição marxista, o quadro que você desenhou é sóbrio e conciso.

É assustador como mudamos pouco pra quase nada na pauta ambientalista do governo Bolsonaro para o Lula 3. Às vezes, tenho a nítida impressão de que agora ainda perdemos a pouca capilaridade que tínhamos antes, o que é grupo do “inimigo comum” que a figura de Bolsonaro gerou nos debates públicos. Mas, pra além disso, chega a ser triste dizer, porém estamos cansados. Cansados de dizer a mesma coisa o tempo todo, o mesmo discurso, explicar, quase desenhar, o quadro geral de crise socioambiental que estamos vivendo já há um tempo e que agora se acirra.

Dados não são o que falta para argumentos que defendem uma transição justa. Relatórios e mais relatórios feitos demonstram isso, e chega a ser aquelas cenas de filme em que o público sabe que vai dar ruim e fica gritando pra tela com a fantasia de que serão ouvidos. Como fazer ecoar nossas vozes? Seria as multiplicando? Talvez, num esforço mais direto do que representativo? Já notamos que não basta mostrar dados, quando formos contra os interesses do crescimento econômico mascarado de desenvolvimento seremos taxados de ideológicos e falsos cientistas.

Então, como furar a barreira que separa aqueles que ao tempo todo denunciam a barbarie e se repetem ao fazê-lo? Até quando teremos que nos exaurir repetindo as mesmas máximas para vermos mudança radical?

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